A hora do feedback é um momento crucial para alinhar visões, percepções e expectativas, constituindo-se em uma ferramenta de gestão capaz de transformar resultados e, também, definir o clima da sua equipe.

Hoje eu quero falar com você, que já exerce o papel de líder ou gestor, ou que está buscando aperfeiçoamento para essa posição.

Como está o andamento do trabalho da sua equipe?

E a relação entre vocês?

Se as respostas para essas perguntas não vieram carregadas de entusiasmo, quero te dizer que, provavelmente, você precisa repensar as suas próprias ações e comportamentos em relação ao momento do feedback.

A importância do feedback

O feedback é uma etapa imprescindível para a rotina e organização de uma empresa, pois é através desse momento de diálogo entre a liderança e a sua equipe que é possibilitado o crescimento e aprimoramento profissional.

A partir das informações do líder sobre o desempenho ou aspectos relacionados à conduta do colaborador, ele pode ser estimulado a manter o bom trabalho ou ajustar os pontos que forem necessários.

O momento do feedback tem impacto sobre as pessoas e as pessoas têm impacto nos resultados da organização. Ou seja, este processo é essencial para o fator humano de uma empresa e precisa estar entre as prioridades de um bom gestor.

A frequência do feedback é muito relativa e deve estar adaptada às rotinas e à necessidade identificada pelo líder, podendo ocorrer mediante agendamento prévio ou de acordo com as circunstâncias. Tanto um feedback positivo quando um negativo são importantes e necessários, por isso, exigem um preparo especial de quem for colocá-los em prática.

Preparando o feedback

Vamos chegar no ponto principal: você, líder, tem dedicado o tempo necessário ao processo de feedback?

Se você administra uma equipe, sabe da importância de reconhecer os perfis comportamentais presentes no seu time e como colocar cada pessoa no lugar certo pode fazer toda a diferença para uma rotina mais harmônica, produtiva e proveitosa.

Mas hoje quero te fazer alguns questionamentos…

Você tem prestado atenção ao seu próprio perfil comportamental?

Sim, pode ser que você seja experiente na jornada do autoconhecimento. Entretanto, é importante lembrar que nós e as circunstâncias ao nosso redor estamos em constante transformação.

O feedback é um processo que precisa estar alinhado a essa realidade, que não é estática e, também, adaptado para uma mensagem eficiente para cada perfil de colaborador.

Para chegar neste resultado, é fundamental que você olhe, antes, para si mesmo.

Qual é o seu perfil comportamental? Como você reage ao lidar com situações inesperadas ou insatisfatórias?

Contingenciar as situações antes de “despejar” na equipe é essencial para que o seu feedback seja assertivo, mesmo que ele não seja positivo.

Isso exige de você domínio próprio e a capacidade de, também, ser diligente e estar disposto a adequações.

Voltando às perguntas:

Qual é o tempo que você utiliza para conhecer a sua equipe e o perfil comportamental de cada um?

Quanto tempo você dedica no seu dia, ou na sua semana, para preparar o feedback?

Sim, este momento precisa ser abordado como uma atividade essencial, inerente à função de liderança, afinal, é papel do líder prestar a orientação necessária à equipe.

Para que este processo seja efetivo e faça sentido para cada perfil de colaborador, aqui vai uma regra de ouro: não generalize o feedback.

1. Se as pessoas são diferentes, o feedback também precisa ser

Tudo bem, pode ser que você lidere uma equipe onde as pessoas desempenham funções análogas, ou partilham das mesmas metas.

Não se engane: a rotina pode ser a mesma, mas se tivermos diferentes perfis comportamentais (o que é provável), o beija-flor pode sobrevoar, sobre alguns, como um morcego. O líder deve, primeiramente, ter visão para distinguir e, consequentemente, capacidade de adaptação.

2. Dedique tempo ao feedback

Não tem jeito, se você deseja prestar um feedback que, de fato, contribua para alinhar os processos e desenvolver as pessoas, vai ter que dedicar tempo de qualidade a observar, tomar nota e refletir antes de executar.

Se o líder negligenciar este tempo, uma ação irrefletida ou a escolha de palavras erradas no feedback pode causar justamente os efeitos contrários ao desejado e trazer prejuízos ao desempenho do colaborador e da equipe.

3. Cuidados para refletir sobre o seu feedback

Lembre-se: apesar de precisar estar alinhado ao perfil comportamental dos seus colaboradores, julgamentos pessoais devem ficar do lado de fora numa reunião de feedback. O líder não deve julgar as pessoas e, sim, os profissionais.

Além disso, você precisa ser específico – dizer que alguém é muito bom ou que deixa a desejar, sem indicar quais são os aspectos que fundamentam essa avaliação, não auxilia a sua equipe. É preciso saber exatamente em que é preciso melhorar ou apostar.

A regularidade desse contato também é importante para manter o seu time alinhado. Feedbacks com uma periodicidade muito longa ou esporádicos podem fazer com que a equipe perca a oportunidade de organizar as coisas.

Lembre-se: o feedback não deve ser um ritual de final de ano. Ele é uma ferramenta de gestão, que precisa ser usada a seu favor.

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Fontes:

COSTA, Maria Eugenia Belezak. JUNIOR, Luiz Carlos Beeker. REIS, Ana

Maria Viegas. TONET, Helena. Desenvolvimento de Equipes. Rio de Janeiro,

Editora FGV, 2009.

MOREIRA, Bernardo Leite. Dicas de Feedback: A Ferramenta Essencial da

Liderança. Rio de Janeiro, Oualitmark Editora, 2009.

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