Um dos maiores problemas que eu encontro no dia a dia, relacionado ao desenvolvimento de pessoas, é a preocupação e o desconforto com a dificuldade de finalizar as coisas.

Seja um projeto pessoal que diz respeito à concretização da autorrealização ou mesmo em relação às tarefas cotidianas, deixar coisas pendentes e não conseguir finalizar atividades é um problema comum a muuuuuuuitas pessoas!

Se você se identificou, quero te tranquilizar: é possível mudar essa realidade!

Hoje quero te convidar a refletir sobre as razões que frequentemente nos levam a deixar coisas para depois (e o depois, às vezes, nunca chega) e como modificar esse costume, que gera frustração, pendências e uma desconfiança em relação a você mesmo.

Você sabe qual é o seu propósito?

Pergunta difícil, logo de cara! Para quem sabe e vive o seu propósito, a motivação costuma ser um fator mais presente e que impulsiona a conclusão das atividades necessárias.

Quando fazemos algo apenas por obrigação ou pela força do hábito, existe a possibilidade de que essas tarefas sejam colocadas em segundo plano ou caiam no circuito de procrastinação – o famoso “deixar para depois”. O perigo de fazer isso é que, quanto mais adiamos uma atividade, mais nosso cérebro passa a percebê-la como algo complexo de realizar, por mais que, na realidade, seja algo simples.

Se você executa atividades alinhadas ao seu propósito e a coisas que você gosta, possivelmente a visão em relação a elas seja diferente, levando a uma conclusão mais rápida e prazerosa.

Você costuma estabelecer prioridades?

É aqui que muita gente erra, especialmente quando existe um volume grande de atividades a desempenhar. Sem um fluxo de prioridades, você não tem dimensão da real urgência de cada tarefa, pode arriscar se perder nos prazos e, ainda, adoecer!

Existem duas coisas limitadas: o nosso tempo e o nosso corpo.

Para realizar atividades e atingir objetivos, de maneira organizada, você precisa estabelecer uma organização. Do contrário, a falta de perspectiva dá a dimensão de que você tem mil coisas para fazer e que todas elas são urgentes. É aí que muita gente dá início simultâneo a coisas diferentes, que não recebem a energia e atenção adequadas, ficando pela metade e gerando aquela sensação de frustração e de incapacidade.

Todas as suas obrigações podem ser importantes, mas você precisa categorizá-las e estabelecer o momento em que cada uma delas receberá a atenção que merece.

Ser perfeccionista te ajuda ou atrapalha?

Fazer bem feito é, sem dúvida, uma grande qualidade. Para muitas pessoas, o objetivo vai além da entrega: uma entrega perfeita é o que gera realização. Se a minúcia e o cuidado com os detalhes não te atrapalha e que te diferencia, você utiliza o perfeccionismo a seu favor.

Porém, é importante ficar atento aos seus efeitos nocivos. O perfeccionismo pode, também, configurar um grande obstáculo à concretização das coisas.

Pense comigo: quantas vezes você deixou de dar início a um projeto porque ainda não era o ideal, deixou na gaveta e por lá ele ficou, por todo o sempre?

Cuidado: o perfeccionismo pode caminhar de mãos dadas com a insegurança, fazendo com que você desista de ótimas ideias por meros detalhes. Vale lembrar o ditado: “antes feito do que perfeito”.

Você sabe pedir ajuda?

Aqui também reside o calcanhar de Aquiles de muita gente. Pedir ajuda nem sempre é fácil, afinal, existe o receio da imagem de insuficiência. Talvez a sua incapacidade esteja no fato de não conseguir pedir ajuda para fazer o que precisa ser feito. Isso gera uma dupla frustração: deixar coisas pendentes e saber, lá no fundo, que o resultado poderia ser diferente com uma mãozinha extra.

Supere esse mito! Todo mundo precisa pedir ajuda de vez em quando e não há nada de errado com isso, pelo contrário. Saber delegar é ter visão sobre as atitudes necessárias para atingir os resultados esperados no tempo certo.

Vale lembrar que possuímos habilidades diferentes. Você pode se destacar em algumas coisas e contar com alguém que tenha mais conhecimento em outras. Por que não usar isso a seu favor?

E então, essas perguntas te ajudaram?

Compartilhe esse artigo com aquela pessoa que sofre com as tarefas inacabadas e vamos trabalhar juntos uma mudança prática no dia a dia!

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Fontes:

Marques, J. M. 7 dicas práticas para você aprender a terminar tudo o que começa. Disponível em: <https://www.jrmcoaching.com.br/blog/7-dicas-praticas-para-voce-aprender-a-terminar-tudo-o-que-comeca/>. Acesso em: 20 de abril de 2021.

McKeown, Greg. Essencialismo: a disciplina buscada por menos. Editora Sextante, 2015.

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