Você acredita que é importante trabalhar o autoconhecimento, saber de verdade o quanto “eu me conheço“?

Quando se fala de “autoconhecimento”, nada mais é do que “olhar para dentro” ou “olhar para fora (espelho)” e ver a mesma pessoa… Pelo menos é isso que eu acredito.

Lembro que quando eu descobri que estava grávida e vi meu corpo se transformando a cada dia, foi o momento mais lindo que eu já vivi, com consciência, ou seja, sabia que era um processo de transformação que eu iria viver nos próximos 9 meses.

Me olhava no espelho e me sentia feliz, gostava do que via e me sentia realizada com a transformação interna e externa. Winnicott fala que “logo após a concepção, a mulher começa a mudar sua orientação e a se preocupar com mudanças que estão ocorrendo dentro dela”.

Sem dúvidas as mudanças fisiológicas sensibilizam a mulher para mudanças psicológicas mais sutis que se seguem.

Comecei a ver em mim uma “mulher” que talvez em outro momento eu não tinha parado para olhar, avaliar, nem para admirar…  Perceber o poder e a força, por dentro e por fora.

Eu me sentia “poderosa com a minha presença”, foi ali que eu descobri como ter autoconfiança por meio da autoconsciência, aprendi a me impor perante aos grandes desafios.

E aí eu afirmo que: convencemos pela nossa presença.

Fácil? Nãooooo!

Porém, possível, se estivermos abertos a enfrentar o processo de autoconhecimento, a conhecer a nossa essência.

É conhecido que na maioria das vezes fica bem mais fácil descrever a falta de conhecimento, a falta da presença, agora, conhecer quando a sentimos e quando a vimos é o “pulo do gato”, se soubermos como.

E, para isso, te convido a abrir a mente para uma nova oportunidade, a viver a sua essência, viver a sua presença.

Toda vez que eu não me conheço e que eu não vivo o momento, ou seja, presença naquilo que eu faço, eu aglutino o que podemos chamar de “coquetel tóxico”, conhecido como autoderrota.

Para Denis Diderot “um homem sensível como eu, esmagado pelo argumento lançado contra si, fica confuso e só consegue voltar a pensar com clareza quando chega ao fundo da escada”

Quem nunca se sentiu no fundo da escada?

Este é um sentimento que surge posteriormente, mais tarde ao evento ocorrido, em situações que você não consegue se sentir presente por inteiro naquele momento.

Então, fica aqui uma dica: se você carrega esse sentimento de que sempre poderia ter sido melhor, que não é bom o suficiente, não consegue entregar o que queria ou como queria … você está aglutinando “coquetel tóxico”.

Exercite o chamado “autodescobrimento”, desvendando a sua essência e o encontro com a plenitude, com intuito de se tornar uma pessoa melhor e verdadeiramente realizada.

Para que isso possa ser real em sua vida, analise alguns fatores pontuais que são a base de tudo, como seu perfil emocional e seu tipo de personalidade, seus valores, suas crenças, seu perfil comportamental.

E não fique só nisso, vá além, se pergunte o tempo todo: quem eu quero ser, no que eu quero me transformar, qual o meu propósito aqui, meus sonhos, desejos, objetivo de vida, metas que eu quero atingir ….

Pense em todos os fatores citados, eles são a base reforçada que te levará para onde desejar, e um detalhe aqui: “você” levará, “você” estará no comando.

Faz sentido pra você? Em algum momento já se sentiu aglutinado em um coquetel tóxico?

Já ouviu falar sobre o poder da presença?

Já encontrou o equilíbrio, viver na sua essência, se sentindo presente?

Todos os questionamentos e mudanças no seu dia a dia fortalecerão a sua base para um viver que faça sentido, com menos sofrimento e maior satisfação e alegria.

Pratique isso na sua mente diariamente e pergunte-se: Eu estou feliz?

Fonte:

WINNICOTT, D. W.O ambiente e os processos de maturação: estudos sobre a teoria do desenvolvimento emocional. Porto Alegre: Artes Médicas, 1983.

CALABREZ, Pedro. A melhor palestra sobre a vida. 2019. (15m10s). Disponível em: <https://youtu.be/TgQLDIx52Y0>. Acesso em 12 mar. 2002.

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