Conhecer o nosso potencial e nossas limitações é essencial para uma verdadeira reflexão e autoconhecimento. 

Já parou para pensar quais referências de crenças, valores, autoestima, prosperidade, equilíbrio emocional e amor as crianças estão adquirindo hoje em seus ambientes familiares?

Você acredita que o autoconhecimento dos adultos influência neste processo?

Calma, vamos te ajudar nessa reflexão! 

Crianças conectadas ao ambiente familiar

Primeiro, queremos destacar que, durante toda a infância, nossas atitudes, gostos e desejos estão diretamente conectados ao ambiente familiar, este é o nosso maior e principal acervo, em especial no que diz respeito ao que presenciamos das próprias atitudes e comportamentos dos adultos com quem convivemos. 

E o resultado é que passamos a presenciar e reproduzir tudo.  Por um período de tempo a criança precisa conviver e seguir os adultos, pelo menos até encontrar o seu lugar nesse mundo e no seu contexto familiar.

Então, os adultos são os grandes responsáveis por sustentar um ambiente saudável e harmonioso ao longo da vida, e, sobretudo na infância das crianças.

Este é um período de extrema importância para que estejamos ainda mais alertas e conscientes de nós mesmos, é ter o equilíbrio de fazer suas próprias escolhas intencionais a respeito de como se comportar como adultos.

Só assim teremos um olhar mais preciso, reconhecendo e compreendendo o que as crianças nos transmitem, sendo elo de conexão e desenvolvimento.

Magnitude do autoconhecimento

É neste ponto que entra a magnitude do autoconhecimento, uma vez que nos abrimos e nos permitimos melhorias, estamos criando uma oportunidade de reconhecer nossas próprias fraquezas, abrindo caminhos para mudar a nossa trajetória.  

Isso influencia diretamente o meio em que a criança está inserida. Os adultos começam a perceber melhor suas forças e fraquezas, o que é normal e que não há problema nisso, afinal, todos nós somos vulneráveis.

O jeito que nossos pais nos ensinaram, certamente, foi a maneira como eles aprenderam, o que torna essencial modificar os eventuais aprendizados equivocados e focar na melhoria. 

Praticando o autoconhecimento

Afinal, toda hora é hora de praticarmos o autoconhecimento, e podemos começar conectando com 03 pequenas atitudes, como:

Observe e domine a você mesmo: afinal, não importa muito a idade da criança, o que vale mesmo é a conexão que vocês estabelecem na relação. Para isso acontecer é preciso que reconheça e aceite os seus próprios defeitos e qualidades.

Dê mais atenção para saber quem e como é a criança com quem convive. Olhe nos olhos da criança com mais carinho e atenção, se faça presente de corpo e alma. Você perceberá que ela já tem inclinações, gostos, preferência por sabores, cheiros e só precisa do seu interesse para mostrá-los;

Reconheça e elogie os bons comportamentos. Faça elogios a criança. Mas, lembre-se que o elogio deve ser pontual, na hora em que a situação requer reconhecimento sobre a situação. Descreva o que você vê ou sente.

Conecte-se e ajude-os a reconhecer e nomear as próprias emoções e sentimentos.   

Entendemos cada vez mais que o cérebro humano precisa sentir a acolhida aos sentimentos para poder fortalecer-se adequadamente. Cada vez que uma criança é capaz de identificar um sentimento, como “estou triste” ou “estou feliz”, ela desenvolve uma noção mais forte de quem é o “eu” que está tendo o sentimento. Ela aprende que é o seu “eu” que está tendo sentimentos tristes ou alegres e que eles não estão vindos de outra pessoa ou de outro lugar. 

Os adultos que souberem acolher e compreender os seus sentimentos e os sentimentos das crianças estão na verdade participando da materialização de uma identidade mais forte, a qual os guiará através da vida, encorajando o crescimento.

Criando conexão

Na grande maioria das vezes as pessoas criam conexão através das emoções e nossas discordâncias mais sérias não se dão pelo que pensamos, mas sim pelo resultado de como fomos emocionalmente feridos.

Acolha e fale sobre seus sentimentos tanto bons quanto ruins, mostre a criança que está tudo bem eles vivenciarem a emoção, mesmo quando forem negativas (como raiva, dor, ciúme, etc). Reconhecer os próprios sentimentos e emoções faz parte do autoconhecimento.

Por fim, vale ressaltar que são as emoções que nos fazem quem somos,e nos levam a fazer as coisas que fazemos. Já a conexão neutraliza o conflito, constrói o cérebro de uma criança e fortalece o relacionamento entre adultos e crianças, pais e filhos.

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