Resiliência nas crianças - Dicas para estimular - JDO Consultoria - ABC das Emoções

7 dicas para estimular a resiliência nas crianças

Resiliência nas crianças? Sim, precisamos desenvolver esta habilidade desde pequenos, sabe por quê?

Já parou para pensar que todos nós, em algum momento, somos testados quanto a nossa capacidade de adaptação? Veja bem esta pandemia. De um momento para outro mudou nossa rotina e todos nós, de alguma forma, tivemos que mudar hábitos, aprender a administrar conflitos diferentes e até nos relacionar de forma diferente.

Muitos dos reflexos das nossas atitudes na fase adulta são reflexos das emoções vividas na infância, então, ensinar resiliência aos pequenos é tão importante quanto ensinar habilidades motoras ou o letramento.

Mas o que é resiliência?

Resiliência é a capacidade de lidar com os próprios problemas, enfrentar as adversidades, superar situações difíceis. Ser resiliente não é uma característica da personalidade da pessoa, é algo a ser desenvolvido durante nossas vidas.

Uma criança resiliente, é aquela que consegue lidar com os desafios do dia a dia, com o estresse, com as frustrações e conseguir resolver problemas. Crianças resilientes apresentam características fantásticas, como: boa autoestima, autoconfiança e são competentes socialmente.

Estudos mostram a convergência entre resiliência e laços afetivos, portanto, ser resiliente depende muito dos recursos que cada criança tem, por exemplo, o amparo de seus responsáveis, apoio consistentes desde muito cedo. No entanto, esse apoio não é resolver seus problemas, pelo contrário, é estimular as crianças a tentarem solucionar alguns conflitos e desafios sozinhas, auxiliar a verem algumas situações como desafios, não apenas como obstáculos que paralisam, mas como oportunidades de aprendizado.

7 dicas para fomentar a resiliência nas crianças

Separamos sete dicas simples para ajudar fomentar a resiliência nas crianças. As dicas são tão óbvias que muitas vezes esquecemos. No site a mente é maravilhosa eles abordam justamente isso:

1.       Aprender fazer amizades novas: O isolamento promove medo e insegurança. Como estamos confinados, quem sabe uma videoconferência entre amiguinhos? Há crianças que têm mais dificuldade para se virar socialmente, então cabe aos adultos dar uma ajuda, mas aí está uma ótima oportunidade de fazer os pequenos perder a vergonha do vídeo.

2.       Aprender ajudar o próximo: Cooperar e ser solidário são habilidades fundamentais para o desenvolvimento emocional, contribui diretamente com a capacidade de estabelecer empatia também. Que tal utilizar o tempo fazendo alguma atividade que possa ajudar outras crianças?

3.       Estabelecer e manter uma rotina: A rotina dá sensação de segurança, organização das ideias e estabilidade. A rotina evita a ansiedade e temores, uma vez que sabem o que irá acontecer em seguida. Manter horários para dormir e acordar, refeições e atividades… Estes horários só devem ser diferentes caso tenha um grande motivo. E se houver uma alteração de rotina (como foi o caso da pandemia) então crie uma nova.

4.       Aprender a se cuidar: o que não significa que a criança tenha que se cuidar sozinha, mas sim conseguir pensar no seu bem-estar físico e emocional para saber lidar com situações quando seus pais ou responsáveis não estiverem para dar um auxílio. Esses cuidados são tanto de alimentação, higiene, saúde, quanto a boa apresentação. Estimule seus filhos para o autocuidado.

5.       Aprender descansar: para que consiga realizar atividades de maneira correta é necessário que corpo e mente estejam livres e descansados. Salientamos que descansar não necessita ficar sem fazer nada, mas realizar atividade que não requer grande nível de atenção.

6.       Aprender estabelecer metas: metas que terão certo esforço, mas serão alcançáveis, assim, você ajuda também na autoestima. As criança precisam de metas de cumprimento. Por exemplo, no lugar de pedir que alcance determinada nota, estabeleça que aprenda um método ou técnica de estudo e que coloque em prática todos os dias, celebre a meta alcançada, fazendo entender que isso sim é uma grande conquista, não apenas uma nota final.

7.       Encarar as dificuldades como desafios: pequenas situações do dia a dia são fontes de grandes frustrações para as crianças, como por exemplo: não alcançar um pote na cozinha. Aproveite as situações para mostrar caminhos à criança que há problemas que podem ser resolvidos sem grandes angústias.

Existem outras formas que vamos abordar em uma nova matéria sobre o assunto, mas colocando em prática estas 7 dicas, vocês darão a oportunidade da criança tornar-se mais resiliente!

Lembre-se: Novas habilidades são adquiridas com exercícios/ações repetidas diariamente. Assim como outras habilidades, ser resiliente, leva tempo.

Dica de Leitura:

“O que a Gabi e a Flor de Lótus têm em comum?” das autoras Alline Teixeira da Silva e Mayara Techio, editora Synopsys.

O livro narra a história de Gabi, uma menina de 10 anos de idade, que perde seu irmãozinho ainda na barriga da mamãe. E ela aprende, a partir de uma situação ruim e dolorosa, a desenvolver a resiliência. Sai de uma situação difícil, e consegue se adaptar ou transformar-se. O livro também traz como é fundamental o apoio dos responsáveis para que as crianças consigam lidar com dificuldades. O livro salienta a necessidade e importância de enxergar o lado bom da vida, e de nutrir os sentimentos de gratidão.

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