Você já ouviu falar sobre inimigos internos?

Ainda que você não esteja familiarizado com a expressão, certamente já teve que lidar com a presença deles no seu dia a dia.

Os nossos inimigos internos são emoções e sentimentos que nos atrapalham e que têm poder de nos desviar do foco e dos nossos objetivos. Por isso, hoje vamos falar sobre o que eles são e como agem sobre nós.

Pronto?

Então prepare-se para confrontá-los!

1. MEDO

O medo é aquela sensação que toma conta de nós quando nos deparamos com alguma situação que identificamos como ameaçadora.

Por isso, o medo é um mecanismo de defesa do nosso cérebro, servindo como um instinto de preservação em relação àquilo que nos ameaça.

Em primeiro lugar, para superarmos os nossos medos, é preciso ter conhecimento do que nos causa medo.

Por exemplo, algumas situações são consideradas fatores propulsores do medo, de uma maneira mais generalizada, como a ameaça à nossa integridade física, ou mesmo, risco de morte.

Entretanto, assim como cada um de nós é único, nossos medos também podem ser diferentes e estar associados a diferentes razões. Por isso, o autoconhecimento é importante para ajudar a identificar a origem dos nossos medos e trabalhar mudanças de atitudes mentais para superá-los.

Sem dúvida, o processo envolvido na superação de medos não é simples.

“Somos o resultado de nossas ações repetidas. A excelência, portanto, não é uma atitude, mas um hábito” – Aristóteles

2. NEGATIVISMO

Primeiramente, reflita sobre o seu comportamento diante de uma situação difícil.

Agora, avalie se você costuma ser mais propositivo, buscando saídas para o problema, ou é tomado pelo sentimento de frustração, pelas reclamações e pelo desânimo? Pois é, o negativismo pode ser traduzido como a maneira que você enxerga as coisas.

O negativismo é um mal que, assim como o medo, pode limitar bastante a nossa vida, impondo barreiras que não existiriam a partir de uma atitude mais positiva.

Por exemplo, você costuma reclamar quando alguém pede um favor, mas acaba fazendo mesmo assim? É um erro comum que, na prática, anula o seu esforço de ajudar a pessoa com a impressão de “má vontade”.

Essa conduta acaba minando a possibilidade de eventuais oportunidades chegarem até você, além de gerar receios nas suas relações.

Afinal, do que adianta reclamar, se o esforço para realizar as coisas é o mesmo? Por isso, procure observar o seu comportamento. Tenha em mente a seguinte máxima:

“Ser negativista não resolve os problemas, mas pode abreviar os dias” – Augusto Curi

3. RAIVA

Anteriormente, já falamos por aqui sobre essa emoção tão controversa, da raiva.

Apesar de ser percebida de uma maneira negativa, assim como o medo, a raiva também desempenha um papel útil à nossa preservação, estando associada ao nosso instinto de defesa e de autopreservação.

Entretanto, a raiva pode ser, para algumas pessoas, uma emoção difícil de conter e responsável por desencadear comportamentos agressivos.

Dominar a raiva, afinal, não é uma tarefa simples, exigindo autoconhecimento e uma percepção mais gentil sobre o que ela causa em nós, de onde vem a sua raiva e o que é possível fazer para usá-la a seu favor.

Sim, isso mesmo: a raiva tem aspectos positivos quando é canalizada para transformar as coisas ou combater injustiças, por exemplo.

“Se você quer transformar o mundo, mexa primeiro em seu interior” – Dalai Lama

4. CULPA

O sentimento de culpa é outro inimigo a ser combatido nas suas batalhas internas, afinal, ele está associado à nossa incapacidade de perdoar as nossas próprias falhas e de evoluir com o aprendizado que advém dos nossos erros.

Ou seja, que convive com a culpa permanece preso ao passado, privando-se, por conta disso, de viver novas experiências.

Além disso, a culpa é algo muito disseminado pela nossa sociedade, acostumada a uma visão dual de certo e errado, a condenar, a responsabilizar, a culpabilizar.

Conviver com a culpa, seja internalizada dentro de você ou na ponta do dedo, distribuindo aos outros, não é saudável para você, nem para ninguém.

“Superação é ter a humildade de aprender com o passado, não se conformar com o presente e desafiar o futuro” – Hugo Bethlem

5. PREOCUPAÇÃO

Primeiramente, a preocupação é uma palavra sugestiva. Se nós considerarmos a sua primeira sílaba como um prefixo, temos “pré-ocupação”. Ou seja, ela traduz a atitude de se ocupar de algo previamente, antes do tempo.

Da mesma forma que os demais inimigos internos, é difícil controlar essa manifestação dentro de nós, afinal, ela está associada aos nossos receios e aflições.

Por isso, também é importante que você desenvolva a competência de perceber a preocupação de uma maneira mais consciente, a fim de controlá-la e impedir que ela possa, inclusive, bloquear o seu cérebro para a solução dos problemas.

Quem nunca perdeu o sono por algo que, depois, acabou sendo facilmente resolvido? Ou pior, por algo que jamais chegou a acontecer? Por isso, preocupar-se é, como diz o ditado, sofrer de véspera.

“Eu sou um homem velho e conheci um grande número de preocupações, mas a maioria delas nunca aconteceu” – Mark Twain

6. INDECISÃO

Quem é assombrado por esse inimigo interno, normalmente assume seu nome para si mesmo, classificando-se como um “indeciso”.

A indecisão é reflexo de inseguranças e motivo de sofrimento em circunstâncias que exigem posicionamento ou tomada de decisão.

Porém, uma pessoa indecisa não precisa ser assim para sempre, afinal, as decisões são escolhas que precisamos fazer.

Quanto mais aprimoramos o nosso autoconhecimento e desenvolvemos o domínio sobre o que queremos e o que é necessário para atingir os nossos objetivos, naturalmente tomar decisões se torna mais fácil.

A tomada de decisão eficaz é uma característica das pessoas seguras. Pensemos num contexto familiar, por exemplo, da paternidade.

Quando chega o primeiro bebê, a insegurança toma conta dos pais de primeira viagem, que ficam apreensivos ao administrar situações como uma simples cólica.

Na medida em que o tempo passa, as decisões se tornam mais fáceis e, quando o primogênito ganha irmãos, tomar decisões em relação a eles se torna algo mais natural, afinal, você já conhece bem aquela rotina.

“A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagens e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele” – Dráuzio Varela

7. ANSIEDADE

Mais que um inimigo interno, a ansiedade é um inimigo coletivo e pandêmico. De acordo com a OMS, desde 2017 o Brasil tem o maior índice de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo, correspondendo a cerca de 10% da população do nosso país.

Os sintomas são diversos e estão relacionados aos demais inimigos internos citados anteriormente. Afinal, os transtornos de ansiedade podem surgir dos nossos medos, preocupações, culpa, estresse e demais condições que não sejam corretamente dimensionadas dentro de nós.

Assim como os outros itens da lista, a ansiedade é intrínseca à nossa existência, porém, o que difere é a intensidade e a forma como lidamos com ela.

No dia a dia do trabalho, por exemplo, ela está bastante associada à falta de foco para iniciar e concluir atividades, porque a pessoa ansiosa tende ficar com a cabeça nos problemas futuros, atrapalhando o seu presente.

Tomar consciência dos seus padrões, estabelecer prioridades e dedicar a sua atenção ao presente, de uma maneira intencional, é um bom método para começar a virar esse jogo.

Assim, permanecer alerta, saber reconhecer as suas emoções e conduzi-las de uma maneira ordenada é uma solução eficiente e que pode ser acessada a partir do autoconhecimento.

“Faço o melhor dentro da minha capacidade, o melhor que posso. E pretendo fazê-lo até o fim” – Abraham Lincoln

Vencendo os seus inimigos internos

Assim como os inimigos, as armas para vencê-los também estão dentro de você. Acima de tudo, a mente humana é poderosa e pode ser treinada para domar todos os monstros que perturbam a sua paz e que te afastam da sua melhor versão.

“Entre o sonho cor de rosa e o fracasso inevitável, existe uma saída. Conseguirá alcançá-la quem souber definir seus objetivos e acreditar na capacidade de atingi-los” – Roberto Schinyahikseu

Você pode vencer essa batalha! Se quiser ser rápido e assertivo, eu posso te ensinar a organizar a sua estratégia. Preparado para colocar os seus inimigos no seu devido lugar?

Entre em contato, nós estamos aqui para te ajudar a transformar os pensamentos positivos em ações positivas. A porta está aberta.

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Fontes:

ÉPOCA. Brasil é o país mais ansioso do mundo, segundo a OMS. Disponível em: <https://epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2019/06/brasil-e-o-pais-mais-ansioso-do-mundo-segundo-oms.html>. Acesso em 5 de maio de 2021.

READY, Romilla. Programação Neurolinguística para Leigos. Rio de Janeiro, RJ: Alta Books, 2014.

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