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Canais de informação: por que praticar o consumo consciente

Quando você ouve alguém falar em “consumo consciente”, qual o primeiro pensamento que vem à sua cabeça?

Normalmente, o primeiro pensamento é relacionado à sustentabilidade, sobre como devemos moldar nossos hábitos a escolhas mais saudáveis e com impacto controlado, não é verdade?

Bem, é sobre isso que eu gostaria de falar, mas na perspectiva do consumo de informação.

Quero iniciar essa conversa com uma reflexão!

Pense por um minuto e me responda com franqueza: as informações que você tem consumido estão alimentando ou matando o seu crescimento?Vivemos tempos difíceis. Apesar do seu caráter essencial para a manutenção da própria segurança, as notícias retratam uma tragédia cotidiana que parece não ter fim e tem sido cada vez mais comum ouvir pessoas dizerem que desistiram de assistir ao telejornal.

Deixar de consumir as notícias não muda a realidade dos acontecimentos, mas ilustra uma escolha consciente sobre o consumo de conteúdos derivados deste momento de dificuldade, que podem, em algumas pessoas, acentuar sentimentos negativos.

Mas vamos além: quando eu falo em informação, não me refiro apenas às notícias, mas a todo conteúdo que chega até você e que é capaz de produzir sentido, emoções ou aprendizado.

Vale para as informações que você processa ao longo de um dia de trabalho e, também, para livros, músicas ou séries de TV que distraem sua cabeça aos finais de semana.

Em artigo publicado no Jornal de Brasília, o psicanalista Ricardo Prado alerta sobre o quanto a informação, consumida sem consciência, pode fazer mal à saúde mental e emocional.

Segundo o profissional, quando não trazemos consciência ao que é processado pelos nossos sentidos, nos tornamos acumuladores de informação que podem ter impactos no nosso estado emocional.

Podemos perceber alguma alteração ocasionada pelo impacto dessas informações dentro de nós, mas nem sempre isso acontece. “Essa alteração, geralmente, é silenciosa e só é percebida quando, literalmente, “estouramos” em alguma emoção incontrolável ou percebemos desordens orgânicas – físicas – que trazem o alerta do quanto estamos saturados nos níveis mental e emocional e à beira de uma overdose”, alerta o psicanalista.

Vale ressaltar que procurar se manter informado é essencial e que boa parte daquilo que consumimos pode, em maior ou menor medida, desencadear emoções negativas, em maior ou menor grau.

É exatamente por isso que você precisa ativar a sua consciência e observar quais são os impactos que o conteúdo pode exercer sobre você e o seu emocional.

E vou além, pergunte-se o tempo todo: quais impactos eu quero ter através dos conteúdos que eu estou consumindo?

O autoconhecimento também entra em campo nesse processo de identificação.

O que tem poder de me desestabilizar? Isso me ajuda? Me atrapalha?

Observar como você recebe e processa as informações demanda uma dose de Inteligência Emocional, que é extremamente útil para estabelecer os filtros necessários à manutenção do seu bem-estar emocional.

Seus sentidos e o seu corpo darão as pistas.

Seu autoconhecimento e consciência, trabalharão para a sua proteção.

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Fontes:

PRADO, Ricardo. A informação, sem consciência, também, faz muito mal à saúde mental e emocional. Jornal de Brasília. Publicado em 12 de abr. de 2021.

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