A liderança feminina não é algo novo, mas está cada dia mais presente nos principais debates.

Você já deve ter escutado aquela famosa frase: “lugar de mulher é onde ela quiser”, certo?

Essa afirmação fala sobre participação e representatividade femininas, que são pautas bastante difundidas ao longo do mês de março, na temática em alusão ao Dia Internacional da Mulher.

Mas, agora, eu te pergunto: participar é suficiente?

Hoje quero te falar sobre algo além: a liderança feminina.

Não faltam exemplos de mulheres amplamente reconhecidas como líderes nas mais diversas áreas. Talvez os maiores desafios sejam reconhecer, além do desejo, a nossa capacidade de liderar e, por consequência, dar início ao processo de construção desse perfil de liderança.

Liderança feminina: Liderar a si mesma

Pode soar redundante, mas posso te garantir que esse é o primeiro desafio da jornada de liderança feminina para a grande maioria das mulheres!

Sim, você pode (e deve!) sonhar grande: liderar um time, uma empresa, um grande projeto…o céu é o limite para a capacidade de liderança feminina e os resultados estão a nosso favor.

Dados mais recentes, publicados pela Harvard Business Review, já durante a pandemia, destacam que mulheres em cargos de liderança se mostraram mais eficientes, apresentando resultados positivos e consolidando um maior engajamento da equipe.

O relatório Woman in Business and Management: The Business Case for Change, divulgado em 2019 pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), órgão que pertence à ONU, já pontuava que empresas com liderança feminina têm resultados até 20% melhores.

Com essas informações, quero te encorajar: existe uma potencial líder bem aí! Mas, em primeiro lugar, tenha em mente a importância de liderar a si mesma.

“O que você quer dizer com isso?” ou “como eu faço isso?”, você deve estar se perguntando agora!

Quando eu falo em liderar a si mesma, quero chamar a sua atenção para a importância primordial de coordenar seus pensamentos, comportamentos e relações. Somos seres complexos e a nossa rotina comporta os mais diversos backgrounds: para algumas, os desafios envolvem questões como família ou maternidade; para outras, as dificuldades podem estar relacionadas ao embate entre aspirações e a realidade do exercício profissional. Ou, ainda, tudo isso junto e misturado!

Em quaisquer destas circunstâncias, gerenciar o seu tempo é tão fundamental quanto saber administrar suas frustrações. Circunstâncias do passado podem ter impactado o seu presente, mas não definem o seu futuro. Concentre-se no agora, recalcule, questione-se. Reconheça o momento de se escutar.

Estabelecer este ponto de equilíbrio é fundamental para criar o espaço necessário para uma jornada de autoconhecimento.

Me lembro de quando eu fui apresentada ao meu próprio mundo, como eu costumo chamar o meu autoconhecimento. Ele veio em um momento em que eu estava bem descontente com meu lado profissional.

Sabe quando você quer mudar, sabe que precisa mudar, porém, não acerta o alvo!?

Era o que estava acontecendo comigo, até que fui apresentada a um curso chamado Empretec, muito conhecido, oferecido pelo Sebrae.

Eu já fiquei tensa no início, quando tive que passar por uma entrevista, com aquela sensação de não me conhecer o suficiente e ficar apreensiva pelo que vinha pela frente. A entrevista, para quem ainda não conhece, é um passo bem importante durante o processo e, no decorrer do curso, você recebe um feedback sobre ela, que ajuda, e muito!

Aquela foi uma semana intensa. Sabe quando você se sente desafiada por você mesma?!

Eu nunca tinha tido essa sensação. Uma hora bate medo, noutra apreensão e, em outros momentos, pressão mesmo! Você vai sendo apresentado ao “seu eu”, às suas características de uma forma nunca avaliada antes. Algumas simples, básicas, outras nem tanto e algumas que você patina, patina e não consegue ir pra frente. E aí vem o ponto que eu quero chegar: como é você se sentir amarrado, sem conseguir se movimentar.

Sabe a história da casca da banana?

Você passa por uma rua e se depara com uma casca de banana, pisa nela e cai. No dia seguinte, passa de novo por ela, pisa e cai de novo. E, assim, segue por alguns dias, mesmo sabendo que ela está no mesmo lugar. Por que não consegue desviar?

Quando você é apresentado ao “seu eu” e entende que é importante conhecer de verdade suas fragilidades, você está prestes a abrir uma porta ou um caminho sem volta.

Na minha experiência, o Empretec foi uma porta que se abriu e eu tive os primeiros grandes resultados positivos na minha vida profissional. Conheci o meu perfil profissional e descobri que eu tinha uma veia empreendedora.

A partir daí, abri o meu próprio negócio: a JDO Consultoria e Assessoria Ltda.

Ah, e por falar em perfil, descobri que sou comunicadora e executora. Mas já vou falar um pouco mais sobre os perfis e quanto eles são importantes para o autoconhecimento.

Entendendo qual é o seu perfil

Carismática e persuasiva?

Autoconfiante, porém, um pouco autoritária?

Paciente, mas bastante meticulosa?

Cada uma de nós tem características únicas, que podem envolver diferentes qualidades em maior ou menor grau. Entretanto, identificar qual é o seu perfil é um passo muito importante nessa jornada de autoconhecimento e liderança.

Existem ferramentas capazes de fazer esse balanço, que gira em torno de quatro perfis distintos:

1. Comunicadora: o perfil comunicador diz respeito a pessoas mais extrovertidas e sociáveis, com capacidade de influenciar pessoas e ambientes, auxiliando, por exemplo, para tornar os membros de uma equipe mais unidos, em um ambiente leve, onde a comunicação acontece de modo natural. Ponto fraco? Normas, cronogramas e seguir procedimentos à risca podem ser uma dificuldade.

2. Executora: RESULTADOS! Esse é o mantra deste perfil, mais assertivo, objetivo e determinado no cumprimento de tarefas. Se você não desiste fácil e considera “missão impossível” apenas nome de filme, deve se encaixar aqui! Porém… é preciso ter cuidado para que o foco excessivo nas tarefas não ofusque a visão de objetivos maiores ou coletivos.

3. Planejadora: convive bem com os demais perfis, evitando conflitos e manifestando um bom senso de justiça. É flexível com a realização de tarefas, permitindo que elas sejam reajustadas se isso significar uma estratégia melhor. Busca estar em contato com os demais perfis, embora, possa manifestar uma visão pessimista e receosa, que precisa ser trabalhada de vez em quando.

4. Analista: perfeccionista, costuma ser metódica e transmitir segurança pela atenção aos detalhes. Trabalho bem feito e precisão são pontos fortes, por isso, o perfil analista costuma ser composto por pessoas altamente especializadas na sua área. Pode haver ponto fraco nisso? Bem, sim. Às vezes o excesso de cautela pode prejudicar a produtividade ou gerar stress pela pressão do tempo.

Viver uma jornada de liderança é mais que virar uma chave: é um esforço de autoconhecimento, de gestão das suas emoções e contingenciamento de expectativas e frustrações.

Isso, posso te garantir neste momento: você pode dar o primeiro passo AGORA.

Onde esse caminho te levará? Você é quem vai decidir!

Fontes:

OIT. Women in Business and Management: The business case for change. Geneva: ILO, 2019. Disponível em: <https://www.ilo.org/wcmsp5/groups/public/—dgreports/—dcomm/—publ/documents/publication/wcms_700953.pdf>. Acesso em: março de 2021.

ZENGER, Jack; FOLKMAN, Joseph. Research: Women Are Better Leaders During a Crisis. In: Harvard Business Review: dezembro, 2020.

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