A Pesquisa Global Consumer Executive  – Top of Mind 2018, realizada pela ESI ThoughtLab, a pedido da KPMG Global, aponta que os executivos brasileiros estão alinhados às tendências globais.

Brasil está no mesmo ritmo dos principais mercados globais? Nossas empresas estão preparadas para atuar em um cenário cada vez mais incerto, tecnologicamente inovador e protagonizado pelo próprio consumidor?

As respostas para estas e outras perguntas podem ser encontradas na Pesquisa Global Consumer Executive – Top of Mind 2018, realizada pela ESI ThoughtLab, a pedido da KPMG Global.

 Para a realização do Estudo, a ESI entrevistou 530 executivos de oito segmentos do consumo, da indústria e do varejo, atuantes em 28 nações – inclusive o grupo denominado core countries, composto por 11 países que apresentam diferentes dimensões e graus de desenvolvimento, mas têm em comum o fato de se encontrarem na fronteira das principais transformações do mercado consumidor: Alemanha, Austrália, China, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Índia, Itália, Japão e Reino Unido.

Os 298 respondentes dos core countries falaram sobre temas pertinentes às suas atividades e ao desenvolvimento de seus negócios na atual conjuntura de mercado. Do Brasil, participaram 68 executivos – apenas três a menos do que os Estados Unidos, país que teve o maior número de participantes na pesquisa. Dentre os brasileiros, 50% trabalham no varejo, 38% atuam na indústria, e 6% em companhias que atuam nas duas frentes.

A proporção de executivos de platform companies é similar à média global: 6%. Para avaliar como as tendências de mercado têm sido absorvidas e o futuro que se desenha, o Estudo aferiu o grau de maturidade das empresas em três áreas-chaves: transformação digital, customer centricity (centralidade no cliente) e supply chain (cadeia de suprimentos). Constatou-se que, no Brasil, a maioria das empresas é iniciante nos três aspectos Inovar é preciso Em âmbito global, mais da metade dos varejistas e indústrias (59%) pretendem desenvolver novos modelos de negócios, e 35% devem deslocar-se para outros setores e segmentos.

 Os meios pelos quais os produtos chegarão ao consumidor são o principal alvo de mudanças no setor varejista: na pesquisa global, 58% dos entrevistados pretendem reformular o visual de suas lojas ao longo dos próximos dois anos, e 37% devem diminuir o número de pontos de atendimento presencial.

Dentre os core countries, 22% dos respondentes falaram em “diminuir o número de lojas físicas”; no Brasil, essa estratégia foi mencionada por 17%. Nos core countries, a importância relativa da internet já é maior: 19% das vendas aconteceram em plataformas online próprias e 17% em plataformas 44 KPMG Business Magazine 44 Top of Mind parceiras, contra 64% de vendas em lojas físicas. Na comparação entre Brasil e core countries, fica claro que as empresas brasileiras, mesmo em projeções para 2020, ainda serão mais dependentes de lojas físicas. No futuro próximo, os executivos dos core countries estimam que apenas 58% das vendas totais ocorrerão por canais físicos. Para os brasileiros, a porcentagem estimada é de 62%. Isso é refletido na mesma proporção na perspectiva sobre canais de venda online próprios: no exterior, 24% das vendas devem acontecer por esse meio; no Brasil, a projeção é de 22%.

Dentre os executivos do alto escalão, tais como os CEOs e os membros de Comitês de Administração e Auditoria, 57% acreditam que as indústrias venderão mais produtos diretamente (contra 54% dos demais entrevistados); 56% estimam que, no futuro, o preço será menos relevante para o consumidor do que a experiência de consumo; e 53% estimam que o domínio sobre as ferramentas de inteligência artificial será imprescindível para a sobrevivência.

Confira a pesquisa na íntegra AQUI!

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